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R. Rosa Lotfi de Almeida Bueno, 155 Vila Nastri II, Itapetininga (SP). CEP: 18.206-390
Veja o que deve constar nas seções 2, 8 e 11 da FDS, incluindo informações de toxicologia, e evite não conformidades nas auditorias.
A toxicologia nas FDS é o eixo da comunicação de perigos em qualquer operação química — do laboratório de P&D às plantas de formulação e envase.
Para estar em conformidade no Brasil, a ABNT NBR 14725:2023 (Versão Corrigida 2:2025) estabelece critérios para classificação GHS, elaboração da FDS e rotulagem de produtos químicos. Continue a leitura e saiba mais!
A Ficha com Dados de Segurança (FDS) transforma dados toxicológicos e de exposição em decisões práticas: rotulagem, procedimentos e EPIs. É também o principal insumo para auditorias, treinamentos e respostas a emergências.
A estrutura moderna da FDS adotada no país está alinhada ao GHS da ONU, o que facilita o comércio e entendimento técnico global.
Em 3 de julho de 2023, a ABNT publicou uma revisão ampla da ABNT NBR 14725, consolidando os temas de classificação, FDS e rotulagem em um único documento. A atualização oficial no catálogo ABNT — hoje com status “Em vigor” e “Versão Corrigida 2:2025” — confirma a terminologia FDS no lugar de FISPQ. (Interpretação técnica: a nova edição reúne conteúdos antes dispersos nas partes antigas, como a NBR 14725-4 de 2009, que tratava da FISPQ.)
Insight: se seus procedimentos internos, formulários e treinamentos ainda usam “FISPQ”, atualize para FDS e revise referências cruzadas (sistemas, POPs e rótulos).
A Seção 2 é o ponto de partida da FDS para a comunicação de perigos. Nela são apresentadas: classificações GHS — que abrangem os perigos físicos, à saúde e ao meio ambiente — juntamente com os elementos de rótulo obrigatórios (pictogramas, palavra de advertência, frases de perigo (H) e de precaução (P); além de “outros perigos” não enquadrados nas categorias GHS.
Essa estrutura, herdada do modelo internacional de Safety Data Sheet (SDS) e incorporada integralmente pela ABNT NBR 14725:2023, continua sendo a base para uma comunicação de risco padronizada e compreensível, tanto para o usuário industrial quanto para as autoridades fiscalizadoras.
A Seção 8 converte a avaliação de perigos em medidas de controle, descrevendo os limites de exposição ocupacional (quando disponíveis), os controles de engenharia (como ventilação local exaustora, enclausuramento e sistemas fechados) e a seleção de equipamentos adequados, os EPIs – incluindo luvas, proteção ocular/face, respiradores..
O GHS e a prática consolidada das SDS recomendam que essas medidas sejam proporcionais ao risco identificado, com referência aos valores-limite de exposição (OELs) e desempenho dos EPI, quando possível. Essa abordagem garante consistência entre a classificação do perigo e as medidas preventivas recomendadas, fortalecendo a credibilidade técnica da FDS e sua aplicabilidade em campo.
Trabalhador utilizando EPIs para manusear produtos químicos na indústria. Fonte: Canva
A Seção 11 é o coração da toxicologia nas FDS. Aqui entram as evidências que embasam a classificação e as recomendações da Seção 8.
O modelo GHS/SDS, adotado pela ABNT NBR 14725:23, exige a descrição, conforme aplicável, considerando:
Além de listar os efeitos, a norma reforça a importância de apresentar valores numéricos de referência (LD₅₀, CL₅₀, NOAEL, LOAEL), fontes dos dados e métodos utilizados — permitindo avaliar a confiabilidade das informações e a consistência entre seções.
Apresente valores-chave de toxicidade, como DL₅₀, CL₅₀, NOAEL e LOAEL, sempre acompanhados de referência de fonte — seja de fichas de matérias-primas, literatura científica ou bancos de dados regulatórios (ECHA, PubChem, REACH).
Diferencie evidências em humanos e dados em animais. Quando uma conclusão for extrapolada por princípios de ponte (bridging principles) do GHS para misturas, indique explicitamente essa origem e justifique a aplicabilidade.
Descreva sintomas relevantes às vias de exposição identificadas no processo — por exemplo, irritação das vias aéreas, dermatite de contato ou sensibilização tardia —, garantindo coerência com as medidas de controle descritas na Seção 8.
Para atender à Legislação Brasileira e ao GHS, a Seção 11 deve conter:
1. Dados de toxicidade aguda (oral, dérmica e inalatória).
2. Informações de irritação e corrosão à pele.
3. Sensibilização respiratória.
4. Mutagenicidade.
5. Carcinogenicidade.
6. Toxicidade reprodutiva.
7. Toxicidade em alvo específico (exposição única e repetida).
8. Perigo por aspiração.
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Para a indústria química, a toxicologia nas FDS não é burocracia: é gestão de risco aplicada e prova de conformidade. Garanta que as seções 2, 8 e 11 estejam consistentes, com dados confiáveis e linguagem prática — isso reduz incidentes, facilita auditorias e acelera liberações de clientes.
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