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Saiba como garantir mais segurança no trabalho por meio dos EPIs para produtos químicos, veja quais normas brasileiras regem esses equipamentos, e saiba qual a importância da FDS na prevenção de acidentes.
A segurança no trabalho é uma prioridade para qualquer empresa, principalmente para aquelas envolvidas em setores de risco, como indústrias químicas e agrícolas. Uma das formas mais eficazes de garantir a integridade dos trabalhadores é por meio dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), que protegem os funcionários contra diversos riscos ocupacionais.
Neste artigo, vamos explorar as regulamentações brasileiras sobre EPIs para produtos químicos e como a FDS (Ficha de Dados de Segurança) pode ajudar na escolha e uso adequado desses equipamentos.
Os EPIs são dispositivos que protegem os trabalhadores contra riscos que possam comprometer sua saúde ou segurança durante a execução de suas tarefas. A utilização destes equipamentos é essencial em diversos ambientes de trabalho, especialmente em indústrias químicas, agrícolas e de construção civil, onde os riscos de exposição a produtos químicos ou condições perigosas são elevados.
Antes da aplicação dos EPIs, a legislação e as boas práticas de segurança no trabalho estabelecem que a empresa deve priorizar as medidas conhecidas como EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva).
Diferentemente dos EPIs, os EPCs atuam na fonte de risco ou no ambiente, reduzindo a exposição de todos os colaboradores ao mesmo tempo. Exemplos comuns incluem sistemas de ventilação e exaustão, enclausuramento de máquinas, chuveiros de emergência e sinalização de áreas perigosas.
Na hierarquia de controle de riscos, os EPCs devem ser implementados antes dos EPIs, pois oferecem proteção coletiva mais eficiente; os EPIs complementam essas medidas, sendo utilizados quando o risco não pode ser completamente eliminado ou neutralizado por controles coletivos. Essa combinação é essencial para fortalecer a segurança operacional e reduzir a probabilidade de acidentes em ambientes com produtos químicos ou agentes agressivos.
Principais EPIs utilizados na indústria química. Fonte: Canva.
Esses equipamentos ajudam a minimizar os riscos à saúde e segurança dos trabalhadores.
A legislação brasileira define diversas normas regulatórias para garantir o uso adequado dos EPIs. As principais normas incluem a NR-6, a ABNT NBR 14725 e a NR-9.
Além das normas que regem a seleção e o uso de EPIs, a NR-6 estabelece uma exigência fundamental: todo Equipamento de Proteção Individual deve possuir um CA (Certificado de Aprovação) emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O CA garante que aquele equipamento passou por ensaios laboratoriais, atende aos requisitos mínimos de proteção e está autorizado a ser comercializado e utilizado no território nacional. Sem um CA válido, o equipamento não é considerado EPI, mesmo que fisicamente pareça cumprir a função de proteção.
Outro ponto crítico é que o empregador deve verificar não apenas a existência, mas também a vigência do CA, uma vez que ele possui prazo de validade e pode ser suspenso ou cancelado pelo MTE. A empresa é responsável por fornecer somente EPIs certificados e manter registros de entrega e treinamentos, garantindo a rastreabilidade das informações. O uso de EPIs sem CA válido pode resultar em autuações, responsabilização civil em caso de acidentes e falhas graves no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
A NR-6 exige que todas as empresas forneçam EPIs adequados, façam a manutenção regular e garantam que os trabalhadores sejam treinados para utilizá-los corretamente.
A ABNT NBR 14725 trata das Fichas de Dados de Segurança (FDS) e fornece informações sobre como as substâncias químicas devem ser manipuladas com segurança, incluindo os EPIs necessários para cada situação.
A NR-9 exige que todas as empresas forneçam EPIs adequados, façam a manutenção regular e garantam que os trabalhadores sejam treinados para utilizá-los corretamente.
A NR-15 regula as condições de trabalho insalubres, determinando o uso obrigatório de EPIs em situações que podem afetar a saúde do trabalhador devido à exposição a agentes químicos, físicos ou biológicos.
Escolher o EPI correto depende da análise dos riscos presentes no ambiente de trabalho. A empresa deve realizar uma avaliação detalhada para garantir que os EPIs atendam às exigências da NR-6 e outras regulamentações pertinentes.
Uso correto de EPIs em operações com produtos químicos. Fonte: Canva.
Exemplo prático: Em operações de mistura de solventes ou diluição de produtos inflamáveis, devem ser utilizados respiradores com filtro VO, luvas de borracha butílica, óculos de ampla visão e avental impermeável.
A Ficha de Dados de Segurança (FDS), conforme a ABNT NBR 14725, é um documento essencial que descreve os riscos associados a substâncias químicas, incluindo informações sobre os EPIs recomendados para proteger os trabalhadores.
Dentro da estrutura oficial da FDS, é a Seção 8, intitulada como Controle de exposição e proteção individual, que formaliza quais EPIs são necessários para o manuseio seguro da substância. Esta seção específica os requisitos mínimos de proteção respiratória, proteção das mãos, proteção dos olhos/face e proteção da pele/corpo, considerando os limites de exposição, vias de contato e características físico-químicas do produto. Por ser uma obrigação normativa da ABNT NBR 14725, a Seção 8 é utilizada como referência técnica por empregadores, auditores de Segurança e Saúde no Trabalho e profissionais de segurança química para definir com precisão o EPI adequado para cada operação.
A FDS fornece informações detalhadas sobre como manejar e armazenar produtos químicos com segurança, além de indicar os EPIs necessários para minimizar os riscos de exposição.
Se um produto químico apresenta risco de irritação à pele ou inalação, a FDS orientará sobre o uso de luvas, óculos ou máscaras respiratórias.
Para garantir que sua empresa esteja em conformidade com as normas de segurança, é essencial seguir as regulamentações sobre EPIs e manter a FDS atualizada.
Um exemplo prático ocorre em empresas do setor químico que implementam um inventário completo de produtos químicos, revisam suas FDS e reestruturam os EPIs conforme a Seção 8 de cada documento.
Em um caso comum, após mapear os riscos e padronizar os EPIs, por exemplo, substituindo luvas inadequadas por luvas nitrílicas resistentes a solventes e adotando respiradores PFF2 em operações de envase, a empresa registrou uma redução significativa de incidentes, especialmente irritações cutâneas e inalação acidental de poeiras.
Esse tipo de reorganização demonstra como a combinação entre análise de risco, FDS atualizadas e EPIs adequados resulta em melhorias reais na segurança operacional como um todo.
A Sudeste Online oferece consultoria especializada para garantir que sua empresa esteja em conformidade com as normas sobre EPIs e FDS. Nossa equipe é especializada na elaboração e atualização de Fichas de Dados de Segurança (FDS), além de fornecer treinamentos sobre o uso adequado de EPIs.
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A conformidade com as normas sobre EPIs para produtos químicos e a utilização correta das Fichas de Dados de Segurança (FDS) são essenciais para garantir um ambiente de trabalho seguro e protegido.
Embora os EPIs sejam fundamentais para a segurança dos trabalhadores, as FDS desempenham um papel crucial ao fornecer informações precisas sobre como utilizar os equipamentos adequados para proteger contra os riscos químicos e ambientais.
Roberta Jorge
Graduanda em Biomedicina e Especialista de Assuntos Regulatórios
R. Rosa Lotfi de Almeida Bueno, 155 Vila Nastri II, Itapetininga (SP). CEP: 18.206-390
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